Aprenda Estudar

Acenar com uma existência futura, materialmente tranqüila e até com uma rica vida interior, tem sido o argumento do adulto para induzir os jovens ao estudo, tentando racionalizar o seu tempo, dividindo-se entre o lazer e as tarefas escolares.

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Aprenda Estudar

 

 

 

 

Acenar com uma existência futura, materialmente tranqüila e até com uma rica vida interior, tem sido o argumento do adulto para induzir os jovens ao estudo, tentando racionalizar o seu tempo, dividindo-se entre o lazer e as tarefas escolares. Invariavelmente, o comprometimento universal esbarra com o descontraído mundo da fantasia que povoa o espírito do jovem, mais sensível ás gratificações imediatas, obtidas através do lúdico e da fantasia (televisão, jogos, disputas, etc) do que aos apelos racionais (estudo, pesquisa, leitura, etc.). Mas, para uma boa parcela dos estudantes, o ato de estudar se constitui numa prática agradável e proveitosa, talvez em face de suas características, ispensam técnicas e estímulos para desempenharem suas atividades escolares. Diferenças individuais  à parte, e que têm de ser respeitada, oferecemos aqui algumas dicas que muito podem contribuir para os que encontram maiores dificuldades e pouco prazer na necessária prática do estudo e da pesquisa. Leia com atenção e vontade os tópicos abaixo:

 

1 - ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO

Assim como todos têm a hora das refeições, a ora de diversão, a hora de dormir, etc, o estudante tem de se conscientizar de que também tem a hora de estudar, ler e pesquisar. Para se criar um sadio condicionamento, essa "hora de estudar" deverá ser sempre no mesmo período do dia. Determinar também um tempo mínimo, diário de estudo. O fato de terminar uma lição mais fácil, que ocupou menos tempo não deve ser "desculpa" para se roubar do estudo parte do período determinado para tal. Outra dificuldade enfrentada no ato de estudar é adequar o nosso tempo disponível á quantidade de matéria a ser estudada, por isso é importante não esquecer que para melhor aproveitar o tempo disponível, é indispensável que o estudante aja com "organização e planejamento".

2 - O LOCAL ADEQUADO

É importante que o aluno escolha o local mais adequado possível para desempenhar sua atividade escolar. Como o estudante passará um tempo considerável nesse ambiente, ele terá de ser o mais tranqüilo e agradável possível, livre de qualquer interferência das outras atividades da casa.

 3 - ILUMINAÇÃO E POSTURA

O local deve ser bem arejado e ter uma iluminação suficiente e bem distribuída para que não se formem sombras que dificultem a visão e prejudiquem a vista e nem proporcionem, ao longo de algum tempo, indisposição para o estudo. A postura deve ser correta, devendo o estudante sentar na posição vertical, sem forçar a coluna e com braços sobre a mesa.

4  - CONCENTRAÇÃO

Possivelmente, só o ato de orar mereça tanta concentração como a prática de estudar e de ler. Para que essa concentração seja integral o aluno deve se desligar de qualquer objeto que possa distraí-lo do estudo. Assim desliga a televisão, o rádio, o aparelho de som, etc, e isola-se num local onde o silêncio seja o seu melhor aliado para o estudo e entendimento da matéria.

5 - PREPARAÇÃO DO MATERIAL 

Não deixar para organizar o material pesquisado para a última hora, pois isso pode levar mais tempo do que você prevê, e esse tempo terá de ser subtraído das preciosas horas destinadas ao estudo. Separar com antecedência todo o material necessário dirigir-se a bibliotecas, consultar colegas, conseguir revistas e jornais, pesquisar na internet, e colher o máximo de material, é a forma correta de se preparar com antecedência e para utilizar todo o tempo previsto somente para o estudo.

6 - USE ESQUEMAS OU FICHAS

Diante de um texto longo a ser resumido e estudado, fazer uso de fichas, se constitui num expediente bastante útil que facilitará a tarefa e permitirá ter uma idéia global da mensagem ali contida. Normalmente, todo parágrafo contém uma idéia-chave, ou básica, que resume o pensamento principal do autor. Através de uma boa lida em cada parágrafo, pode-se extrair de cada um deles, essa idéia básica, e traduzi-la, com nossas próprias palavras, em uma frase, exprimindo toda a essência do parágrafo lido. As frases deverão ser todas anotadas nas fichas, de modo a se elaborar um precioso esquema da matéria estudada. As fichas deverão conter divisões dos assuntos, e ser colocadas na ordem de importância para o desenvolvimento do tema. Obs: Pode-se copiar integralmente uma frase, quando ela exprimir uma idéia que, se resumida, resultar em prejuízo no seu sentido principal.

7 - QUANDO HÁ MUITA MATÉRIA

Nem sempre o estudante dispõe de tempo suficiente para estudar toda a matéria a ser estudada, principalmente quando esta se apresenta em grande quantidade. Quando isso ocorre, e quando temos matérias diferentes para estudar, é necessário administrar bem o tempo disponível para o melhor aproveitamento do estudo. Não é proveitoso dedicar-se horas seguidas a uma mesma matéria. Imagine, por exemplo, que alguém disponha de dois dias para estudar muita história e matemática. Se optar por estudar somente história durante todo o primeiro dia a assimilação não será boa. Assim, nas primeiras horas de estudo o aproveitamento será satisfatório, mas a capacidade de apreensão diminuirá com o passar do tempo, na medida em que o aluno for se cansando do assunto. Por outro lado, se o tempo disponível for mais bem distribuído entre as matérias, a sonolência, a dispersão, etc, se manifestarão com menos freqüência. A regra correta é sempre dividir o tempo, alterando as matérias antes de o estudo se tornar cansativo e tedioso.

8 - NA SALA DE AULA

 Indiscutivelmente, é o ambiente da sala de aula que o estudante encontra a melhor oportunidade de aprender a matéria proposta. Com a ajuda do professor, profissional que detém a técnica da didática, o aluno atencioso e "esperto" deve aproveitar ao máximo a aula ministrada. É o momento propício para esclarecer dúvidas. Boa parcela dos alunos que melhor se concentram na a explanação do professor, reservam se tempo, em casa, unicamente para as tarefas e pesquisas. Pelo seu maior aproveitamento da aula assistida, encontram maiores facilidades de aprender a matéria quando forem revê-la e/ou exercitá-la.

11 - O PODER DA LEITURA

Todo aconselhamento que se faz no sentido de estimular o aluno ao estudo, seria consideravelmente facilitado, se este tivesse alguma identificação com o livro e o hábito de leitura. Longos períodos á frente da televisão, que não prima linguagem correta por que não está preocupada com a educação - com exceção as Tvs Educativas - tornaram o jovem presa fácil de programas de poderosos envolvimentos, voltados exclusivamente ao consumismo. O ideal seria o jovem compensar essas horas dispensadas á deseducação vernacular que a TV provoca, com momentos de boa leitura que, além de estimular a vida reflexiva, exercita o raciocínio, provoca a imaginação, treina a concentração (tão necessária ao estudo). 

NÃO EXISTE ESCOLA ONDE SE APRENDE A ESCREVER.

Só o exercício da leitura ensina a pontuar, separar sílabas, crasear, acentuar, etc. Se o alunos estudar tudo isso numa gramática, sem exercitar seu conhecimento com a leitura, seria o mesmo que aprender um idioma e nunca ter a oportunidade de falá-lo. O livro é um antídoto contra a ignorância, a insensibilidade, a superficialidade e a preguiça.  

10 - O PRAZER DE LER

Ler se constitui num hábito, como outro qualquer; algumas pessoas lêem muito, outras lêem pouco e outras, simplesmente não lêem. Da mesma forma que umas pessoas nadam e outras não, ou pouco sabem de natação. Mas o ato de nadar assim como o de ler não é nenhum sacrifício: Antes, pelo contrário, é um prazer. A verdade é que nem todos descobriram o prazer de nadar, assim como nem todos descobriram o prazer que a leitura proporciona. A grande diferença entre essas duas atividades é que não se identifica no cotidiano quem sabe ou não nadar, enquanto que se nota uma grande diferença entre uma pessoa que lê e a que não lê, pois: As pessoas não devem ler somente com o objetivo de obterem conhecimento técnico, visando apenas seu melhor preparo profissional. Essa atitude equivale ao ato de estudar, que talvez não traga tanto prazer como a leitura - por exemplo - de um romance, poesias, relato de viagem, biografia, etc. A leitura por prazer estimula a imaginação e a fantasia além de provocar a reflexão, e proporcionar ao leitor conhecimentos das reações humanas, através de personagens e das mais diversas situações. Quem lê por prazer investe no seu desenvolvimento como pessoas humana, tornando-se mais sensível e tolerante e com condições até de melhor desenvolver sua profissão, porque na sua atividade profissional melhor se destacará quem mais compreender seu semelhante.


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